segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Poesia empregando a metáfora, antítese e o humor.

 Poesia empregando a metáfora, a antitese e o humor.


Obra de arte:Tarsila do Amaral – A Família.
  

 

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                            Titulo 

Famílias o que aconteceu com elas?


          
   Tenho muito que falar, 
   É nas famílias que me refiro.
O destino traça a vida,
 Olhando, vejo e me espiro.
Nas famílias modernas,
 Cadê a convivência fraterna?
 Pai com um sorriso amarelo,
Vai para  o meio  da rua,
Vê se enxerga sua filha,
 Que anda por aí quase nua.
Pai sabe da responsabilidade que tem,
A vergonha queimava-lhe o rosto.
Não deixa de ver os defeitos e as falhas,
Em sua face está escrito DESGOSTO!

Nasce o sol e chega à noite,
E do riso se faz o pranto,
Filho perdido na droga,
As famílias perdem o encanto.
 Nasce um pra ser feliz,
Outros para viver no trote,
 Somos todos iguais na matéria,
Quem quiser que ouça e anote.
 Pensando na vida humana,
Chega à idéia completa,
Policia! Bombeiros!
Chegam e cortam o silencio.
 Por um impulso instantâneo,
O pai disse por quê?
-Não me prenderam, entreguei-me,
Porque eu já estava cansada,
Da vida na promiscuidade.
 Tomei dinheiro dos ricos.
E aos pobres me entreguei,
Dividindo álcool e droga,
Respirei fumo e fogo embriagada,
 Sem nunca respeitar as leis.
Eu não te odeio eu te amo,
  Com todos os teus crimes minha filha,
Se acerte com a justiça,
 E retorne para sua família,
 Uma cena, não é alegre,  é muito triste,
Que aperta o coração,
 A pior dor que existe,
É ver um filho na prisão.


Biografia de Tarsila do Amaral, vida e obras da artista, modernismo, arte moderna, influências

Tarsila do Amaral: uma das principais representantes do modernismo brasileiro

Introdução
Tarsila do Amaral foi uma das mais importantes pintoras brasileiras do movimento modernista. Nasceu na cidade de Capivari (interior de São Paulo), em 1 de setembro de 1886.

Biografia




Na adolescência, Tarsila estudou no Colégio Sion, localizado na cidade de São Paulo, porém, completou os estudos numa escola de Barcelona (Espanha).


Desde jovem, Tarsila demonstrou muito interesse pelas artes plásticas. Aos 16 anos, pintou seu primeiro quadro, intitulado Sagrado Coração de Jesus.


Em 1906, casou-se pela primeira vez com André Teixeira Pinto e com ele teve sua única filha, Dulce. Após se separar, começa a estudar escultura.


Somente aos 31 anos começou a aprender as técnicas de pintura com Pedro Alexandrino Borges (pintor, professor e decorador).


Em 1920, foi estudar na Academia Julian (escola particular de artes plásticas) na cidade de Paris. Em 1922, participou do Salão Oficial dos Artistas da França, utilizando em suas obras as técnicas do cubismo.


Retornou para o Brasil em 1922, formando o "Grupo dos Cinco", junto com Anita Malfatti, Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia. Este grupo foi o mais importante da Semana de Arte Moderna de 1922.


Em 1923, retornou para a Europa e teve contatos com vários artistas e escritores ligados ao movimento modernista europeu. Entre as décadas de 1920 e 1930, pintou suas obras de maior importância e que fizeram grande sucesso no mundo das artes. Entre as obras desta fase, podemos citar as mais conhecidas: Abaporu (1928) e Operários (1933).


No final da década de 1920, Tarsila criou os movimentos Pau-Brasil e Antropofágico. Entre as propostas desta fase, Tarsila defendia que os artistas brasileiros deveriam conhecer bem a arte européia, porém deveriam criar uma estética brasileira, apenas inspirada nos movimentos europeus.


No ano de 1926, Tarsila casou-se com Oswald de Andrade, separando-se em 1930.


Entre os anos de 1936 e 1952, Tarsila trabalhou como colunista nos Diários Associados (grupo de mídia que envolvia jornais, rádios, revistas).


Tarsila do Amaral faleceu na cidade de São Paulo em 17 de janeiro de 1973. A grandiosidade e importância de seu conjunto artístico a tornou uma das grandes figuras artísticas brasileiras de todos os tempos.


Características de suas obras


- Uso de cores vivas
- Influência do cubismo (uso de formas geométricas)
- Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil
- Estética fora do padrão (influência do surrealismo na fase antropofágica)




Principais obras de Tarsila do Amaral


- Auto-retrato (1923)
- Retrato de Oswald de Andrade (1923)
- Estudo (Nú) (1923)
- São Paulo – Gazo (1924)
- Antropofagia (1929)
- A Cuca (1924)
- Pátio com Coração de Jesus (1921)
- Chapéu Azul (1922)
- Auto-retrato (1924)
- O Pescador (1925)
- Manteau Rouge (1923)
- A Negra (1923)
- São Paulo (1924)
- Morro da Favela (1924)
- A Família (1925)
- Vendedor de Frutas (1925)
- Paisagem com Touro (1925)
- Religião Brasileira (1927)
- O Lago (1928)
- Coração de Jesus (1926)
- O Ovo ou Urutu (1928)
- A Lua (1928)
- Abaporu (1928)
- Cartão Postal (1928)
- Operários (1933)








quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Intertextualidade e provérbios populares






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Intertextualidade:

A palavra intertextualidade significa interação entre textos, um diálogo entre eles. E texto no sentido amplo: um conjunto de signos organizados para transmitir uma mensagem, portanto, no mundo atual da multimídia, ela acontece entre textos de signos diferentes.
Veja um exemplo de intertextualidade :

Para que mentir?

Para que mentir
tu ainda não tens
Esse dom de saber iludir?
Pra quê? Pra que mentir,
Se não há necessidade
De me trair?

Pra que mentir
Se tu ainda não tens
A malícia de toda mulher?
Pra que mentir, se eu sei
Que gostas de outro
Que te diz que não te quer?

Pra que mentir tanto assim
Se tu sabes que eu sei
Que tu não gostas de mim?
Se tu sabes que eu te quero
Apesar de ser traído
Pelo teu ódio sincero
Ou por teu amor fingido?
(Vadico e Noel Rosa, 1934)

Dom de Iludir

Não me venha falar na malícia
de toda mulher
Cada um sabe a dor e a delícia
de ser o que é.
Não me olhe como se a polícia
andasse atrás de mim.
Cale a boca, e não cale na boca
notícia ruim.
Você sabe explicar
Você sabe entender, tudo bem.
Você está, você é, você faz.
Você quer, você tem.
Você diz a verdade, a verdade
é seu dom de iludir.
Como pode querer que a mulher
vá viver sem mentir.
(Caetano Veloso, 1982)

O poema-canção Pra que mentir? foi escrito por Noel Rosa em 1934, em parceria com o compositor paulista Osvaldo Glogliano, o Vadico. Caetano, em 1982, compôs Dom de Iludir, estabelecendo uma imaginária correlação dialogal com o poema de Noel.
A música de Caetano Veloso mantém um diálogo explícito com a de Vadico/Noel Rosa, como muitos poemas mantêm interação com a Canção de Exílio, de Gonçalves Dias.

Exemplos:

Mário Quintana

Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.

Oswald de Andrade

Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.

Murilo Mendes

Minha terra tem macieiras da Califórnia
Onde cantam gaturamos de Veneza
(...)
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
E ouvir um sabiá com certidão de idade!

 

Provérbios populares


"Não diga tudo quanto sabes
não faças tudo quanto podes
não creias em tudo quanto ouves
não gastes tudo quanto tens

porque
quem diz tudo quanto sabe
quem faz tudo quanto pode
quem crê em tudo quanto ouve
quem gasta tudo quanto tem

muitas vezes
diz o que não convém
faz o que não deve
julga o que não vê
gasta o que não pode"
-- Provérbio Árabe

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."
-- Provérbio Chinês

"Não há melhor negócio que a vida. A gente a obtém a troco de nada."
-- Provérbio Judaico

"A palavra é prata, o silêncio é ouro."
-- Provérbio Chinês

"O cão não ladra por valentia e sim por medo."
-- Provérbio Chinês





quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A CARTOMANTE ( CONTO REESCRITO)



 

. “A CARTOMANTE” - CONTO DE MACHADO DE ASSIS 

CONTO REESCRITO 

Ludovico relata a Hércules que a mais fatos estranhos acontecendo  na terra do  que no espaço, que nem imaginam os grandes estudiosos.
 Yago  veio para o Brasil em busca de novas aventuras, se instalou numa casinha aconchegante no alto de uma colina e dava sempre as mesmas explicações para todos sobre o seu repentino retorno a sua terra natal. Inclusive para Ana, esposa de Joca, seu amigo de infância a quem haviam se comprometidos a serem amigos para toda a vida.
Ana era uma moça muito bela  e foi inevitável a paixão de Yago por ela.
Com o passar do tempo Yago acabou se afastando de Ana, porque temia ser descoberto.
Num sábado de dezembro de 1966 a formosa Ana contou a Yago que foi consultar uma cartomante que lhe falou que ela gostava muito de uma pessoa. Ana afirmou que sim. A cartomante continuou falando que ela tinha medo de ser abandonada por ele, mas as cartas não mostravam que isso pudesse acontecer. – Yago se desmanchava em gargalhadas por achar engraçado o fato de, ela ir consultar uma cartomante.
- Os homens são assim, acham graça de tudo e não acreditam em nada.  
 -Fique você sabendo que a cartomante adivinhou até meus pensamentos, antes de fazer a consulta ela já sabia o que eu estava querendo saber. Yago afirmou que a cartomante estava certa e abraçou-a, olhando fixo para ela e disse,  que  quando estivesse com alguma dúvida seria melhor conversarem, do que andar sozinha por aí.
- Onde é a casa da cartomante? Quis saber Yago. –Fica perto do Barracão e quer saber? 
- Fui muito corajosa de entrar na casa da cartomante Serafina, que era uma figura estranha, mal ajeitada, mas muito conhecida pela suas magias.
-Tu acreditas mesmo nestas coisas?- Perguntou Yago. Foi aí que Ana falou: - Sim acredito e agente fica toda arrepiada quando dona Serafina começa a falar das cartas. Yago não acreditava em nada do que Ana falava, e  de mãos dadas continuaram andando.
Ana acreditava no amor de Yago, e arriscava sua vida por seu amor clandestino, mas mesmo assim tinha medo de ser abandonada por ele.
As conveniências uniram os três: Ana, Yago, e Joca. Três nomes e um destino.
Passaram-se algum tempo e os pais de Yago sofreram um grave acidente que lhes causou a morte. Yago  sofreu muito e  Joca  se manteve próximo ao seu amigo. Ana cuidou de Yago com muito carinho, ele gostava de passar horas ao lado de Ana, mulher bonita e atraente.
Um dia, porém, Yago foi surpreendido com uma carta anônima que o chamava de covarde e desumano e dizia que as aventuras acabariam, mas que as falsas promessas   marcariam os corações para sempre. Yago teve medo e logo suspeitou de Joca, passou analisar seus atos e mudou seu jeito de tratar a todos. Mas nem por isso ficou mais tranqüilo, as cartas  continuavam a chegar. E Ana pensava em muitos jeitos de desvendar o mistério, quem será que era o autor das tenebrosas cartas anônimas?
No dia seguinte mais uma carta e desta vez a carta dizia: vem já para o castelo preciso falar-lhe. Logo pela manhã, Yago saiu ao encontro do desconhecido, estava chegando o momento de desvendar o mistério. Tremulo e nervoso seguia lendo e relendo o que dizia a carta. O medo e o nervosismo aumentavam passo a passo, e indagava a si mesmo: - quem será o autor das cartas anônimas?
 Ao passar pela casa da Cartomante dona Serafina resolveu chegar e fazer uma consulta, talvez ela pudesse lhe adiantar o que o encontro lhe esperava, mas nas cartas só apareceram coisas boas, e previam um bom futuro não aconteceria nada de ruim nem para ele nem para sua amada Ana. Confiante, Yago queria acreditar que nada houvesse para deixá-lo assim, tão aflito. Espichou os passos e pensou: quanto antes eu saber melhor!
Yago estava deslumbrante com as boas previsões das cartas, o medo desaparecera. Tudo parecia estar resolvido e chegou a rir de suas aflições e da suas desconfianças. Recordou as cartas anônimas e desceu as escadas que o levam à rua de volta ao encontro misterioso. 
Lembrava as palavras da cartomante,  falando do amor que uniam os dois, seu coração estava alegre e teve uma sensação de felicidade.
Finalmente chegou ao local combinado, um castelo assombroso e só de olhar Yago tremia da cabeça aos pés.
Pouco a pouco foi entrando, nem um sinal de vida humana, Yago até imaginava o que poderia ser, mas não queria acreditar.
 Desconfiado começou a chamar: - Oi tem gente aí? Teve impressão de ver um vulto aparecer e desaparecer, parecia fantasma o cercando por todos os lados. Yago fechava os olhos, à casa toda parecia que olhava para ele, queria correr, mas suas pernas pareciam travadas. A curiosidade fez com que chamasse por alguém outra vez. Daí a pouco, apareceu Joca com uma feição pálida e muito triste, fez-lhe sinal e entraram no quarto de Joca, Yago deu um grito de desespero, sobre a cama, estava o corpo de Ana sua amada, seu amor clandestino havia sido descoberto, Joca, segurou-o pelas costas e com vários tiros acabou também com a vida de Yago seu rival estirando-o morto sobre o corpo de Ana.



sábado, 4 de dezembro de 2010

Brincando com as palavras



A poesia na sala de aula é importante porque desenvolve no aluno um modo de conhecer, interpretar, expressar seu cotidiano, a sua vivência e seus sentimentos. São relatos que transmitem brincando de inventar versos, rompendo preconceitos e timidez. Sabendo da importância da poesia é preciso dar mais atenção a este tema, porque é uma experiência construtiva que tem a capacidade de proporcionar ao aluno, interpretar, conhecer e compreender essa qualidade de texto. E para isso acontecer é necessário uma aproximação constante com a leitura de poesias. Portanto deveríamos reservar todos os dias o momento especial para a hora da poesia. Um momento lúdico onde os alunos são motivados a brincar com as palavras levando-os a criar, refletir, e imaginar.
As demonstrações de livros poéticos e a biografia de diversos autores também são interessantes para melhor entendimento dos alunos.
No momento que os alunos compreenderem que a poesia proporciona momentos prazerosos e dinâmicos, e que cada individuo tem uma forma diferente de expressar suas idéias, sentimentos, suas alegras, tristezas seu sonhos e sua realidade, vão tomar gosto  e vão transformar a sua vida uma eterna poesia.

Deixamos aqui uma poesia do autor Vinícius de Moraes.

Vinícius de Moraes
Natal

De repente o sol raiou

E o galo cocoricou:

— Cristo nasceu!

O boi, no campo perdido.

Soltou um longo mugido:

— Aonde? Aonde?

Com seu balido tremido

Ligeiro diz o cordeiro:

— Em Belém! Em Belém!

Eis senão quando, num zurro.

Ouve-se a risada do burro:

— Foi sim que eu estava lá!

E o papagaio que é giria

Pôs-se a falar: — É mentira!

Os bichos de pena, em bando.

Reclamaram protestando.

O pombal todo arrulhava:

— Cruz credo! Cruz credo!

Brava!

A arara a gritar começa:

— Mentira! Arara. Ora essa!

— Cristo nasceu! Canta o galo.

— Aonde? Pergunta o boi.

— Num estábulo! — o cavalo

Contente rincha onde foi.

Bale o cordeiro também.

— Em Belém! Mé! Em Belém!

E os bichos todos pegaram

O papagaio caturra

E de raiva lhe aplicaram

Uma grandíssima surra.

componentes do Grupo:

Aline

Cleuilis

Neiva

Nilza

Valquiria